domingo, 6 de março de 2016

«...Meu filho estava morto e voltou à vida»

Reflexão à Luz do Evangelho de São Lucas  15,1-3.11-32

Pai de amor e de bondade infinita que, com o seu amor misericordioso, acolhe todos sem excepção, sem julgar nem criticar estando sempre de braços abertos para receber os seus filhos amados aqui estou diante de vós, meu Pai, pedindo a vossa compaixão.
Ao meditar no Evangelho de hoje recordei-me daquele tempo em que tal como o filho pródigo me desviei dos seus caminhos e quanto durou o vazio que se instalou na minha vida cheia de sofrimento, de desânimo, de angústia, de solidão, distante do Amor de Deus e do próximo.
Percorri um deserto profundo em que a penumbra que me envolvia não me permitia enxergar que a cura para todos os meus males estava no Amor libertador de meu Pai.
Mas, o Senhor jamais me abandonou pois bem no fundo do meu coração tinha a percepção de que um dia voltaria, arrependida, à Sua casa, ao Seu encontro para lhe pedir perdão e ser recebida como sua filha adoptiva.
O meu tempo não é o tempo de Deus.
Esse tempo finalmente chegou, de mansinho, e como foi maravilhoso o instante em que me senti abraçada pelos braços misericordiosos do Pai.
 Foi como se uma luz me envolvesse e dos meus olhos a venda que me cegava se tivesse rasgado e as sombras que me envolviam se tivessem desfeito.
Sei que muitas vezes ainda sou como o filho mais velho que no meu comodismo, no meu egoísmo, me afasto do Pai ignorando os irmãos mais necessitados do Amor de Deus, mas o Senhor, Pai de Misericórdia está sempre à minha espera para me ajudar a levantar para ir ao seu encontro pela oração, pela escuta da Sua Palavra libertadora, na Eucaristia pela comunhão do seu Corpo e Sangue.
Eu te agradeço, Pai de Misericórdia, por me trazer de novo à vida, porque eu estava morta e contigo renasci.


«Pai, "rico em misericórdia", (Ef 2,4)
permite que a escuta assídua da tua Palavra
me oriente para ti
e me dê o sentido de abertura à tua graça.
"Pela tua grande misericórdia,
gera-me de novo para uma esperança viva". (1 Pe 1,3)
Que "a lei do Espírito que dá vida em Cristo Jesus", (Rm 8,2)
me faça perceber as surpresas do teu amor misericordioso,
para eu ver que a verdadeira liberdade
só existe em comunhão com a tua vontade».

Santa Quaresma