sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

RENÚNCIA





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Meditação do Evangelho de São Marcos: 8,34 a 38 – 9,1



E eu me ponho a pensar: o que tenho renunciado?  Foram verdadeiras as minhas renúncias? E a minha cruz? Eu a tenho honrado? 

Ah, Senhor!  Ainda são tantos os apegos, os medos, as ilusões, as vaidades… Ainda é tão grande o orgulho, o egoísmo, e me tolhem tanto…

Por vezes sinto ímpetos de abandonar a minha cruz, fugir dela, como se fosse possível, mas,  tua voz suave fala ao meu coração, trazendo-me o consolo, e me mantendo no caminho, no seguimento.

Foi tão pouco o que fiz até agora. Devo me lançar em ti, consciente de que a tua providência me suprirá, de tudo o que eu deixar para trás, por teu amor.

Ajuda-me a compreender que nada neste mundo é tão importante quanto o amor, e que sem ele a vida não vale nada, não faz sentido.

De fato, Senhor, que adianta subir ao pódio deste mundo, receber a coroa de louros, as honrarias, a glória que infla o ego, e perder a minha vida? E o que poderia ser mais valioso do que ela? Só um tolo  se contentaria com isso. Vem em socorro da minha debilidade, da minha cegueira espiritual, e dá-me sabedoria e força para que renuncie à minha natureza pecaminosa e me decida sempre pela vida.

Ensina-me a amar com todas as fibras do meu coração, liberta-me do que não me edifica, e ilumina-me para que eu perceba o quanto são inúteis as minhas ambições, como bem dizia Francisco de Assis.

Purifica-me para que eu me apresente diante de ti, quando do nosso encontro, levando tesouros em minhas mãos, e que eu possa te olhar nos olhos sem me envergonhar pelos meus atos, para que também tu, não te envergonhes de mim, diante do Pai. Ajuda-me a conquistar a humildade para que o reino do céu aconteça no meu coração. 

Teu é o poder, a honra e a glória, agora e para sempre!