sexta-feira, 14 de abril de 2017

Paixão do Meu Senhor



                    ANÚNCIO DA PAIXAO DE CRISTO
                                    Jo. 18:1-19, 42

            "... Jesus respondeu: 'Ja vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem'..."

Sabe aquele momento da agonia? O tempo chorava. A noite parecia mais escura. E o mundo parado, sem vida.
Mesmo assim, eu tinha esperança. As palavras indicavam despedida. Parecia recolher os pertences para partir.
Mesmo Assim, eu tinha esperança. E num último instante ainda não pude acreditar.
Tudo acabaria bem. Não seria possível que estavas de partida.
Mesmo assim, eu tinha esperança. Mas chegou a hora. Tinhas que ir. Não vas, meu Senhor! Te levaram.
Não vas, meu Senhor! A noite é muito escura sem ti. Fria sem teu calor. Vazia sem tua presença.
Posso ir contigo?
Não me deixes aqui, em meio ao nada. Permita- me te seguir aonde fores.
Se poderei suportar os mesmos caminhos por onde fores?
Sozinha não poderei, Senhor.
Sozinha nem mesmo saberei por onde seguir.
Mas, se tuas mãos as minhas segurarem, segura estarei. E te seguirei.
Nada mais importa se contigo não estiver. Depois que teu amor conheci, não poderei sem ele ficar. Não poderei sem ele respirar.
E posso até duvidar: aguentarei  o caminho?
Será que em meio a ele desejarei voltar? Ou parar?
Mas quando olhar pra ti seguindo a frente, não voltarei Senhor!
Mas quando olhar pra ti seguindo em frente, não pararei Senhor!
E se o meu coração esfriar? E não mais conseguir te enxergar?
A noite escura poderá chegar. E tua presença misturar-se a escuridão, mas em ti confiarei.
Meus olhos fecharei. E, em frente, apoiada em ti, permanecerei.
Não posso te deixar. Como abandonarei o ar que respiro?
Morrerei. Não existirei sem ti.
Fica comigo Senhor!

    "...Ah,meu Jesus, por aquele amor que vos obrigou a dar a vida e o sangue no Calvário por mim, fazei-me morrer a todos os afetos deste mundo, fazei que eu me esqueça de tudo para não pensar senão em vos amar e dar- vos gosto. Ó meu Deus, digno de infinito amor, vós me amaste sem reserva e eu quero também amar-vos sem reserva. Eu vos amo, meu sumo- Bem, eu vos amo, meu amor, meu tudo."
           Sto. Afonso de Ligorio.