sexta-feira, 15 de setembro de 2017

EIS AÍ A TUA MÃE...



Salve, Mãe das Dores!

Meditação do Evangelho segundo João, 19, 25-27


Eis aí a tua mãe, disse Jesus, falando ao discípulo João, e entregando-lhe a própria mãe aos seus cuidados. E disse à sua mãe: mulher, eis o teu filho. E Maria cuidou de João, com amor maternal. E João cuidou de Maria, com amor filial.

E àquela, era a hora mais tenebrosa da mãe de Jesus. Quanta dor, angústia e sofrimento transpassaram sua alma! Ali, naquele momento, cumpria-se a profecia de Simeão: uma espada de dor penetrava-lhe o coração. Mas, foi naquela hora, na hora das dores, que Jesus a deu como mãe, a João, que representa toda humanidade.

E Maria foi cuidando com amor de cada um que a ela recorreu, a partir daquela hora, como verdadeiro filho seu. Ali, ela gerou a humanidade nova.

Oh, mãe das dores, somente quem é mãe, e somente quem já chorou e sofreu por um filho, sabe bem o que passastes, pois, não existe, na face da terra, dor maior do que a de uma mãe por um filho.

E me vêm agora à lembrança aqueles momentos terríveis que passei, vendo meu pequeno num leito de hospital, entre a vida e a morte. Já havia feito de tudo que podia fazer, recorrido à quem deveria recorrer, e a situação tornava-se cada vez mais séria.

E naquele instante sublime, em que me sentia só e desemparada, impotente diante da vida, vendo se esvair a vida do meu filhinho, caí por terra, de joelhos, e implorei tua proteção. O que tinha eu a oferecer-te, pecadora que sou? Nada. Estava vazia, sentindo o peso da realidade mais cruenta que jamais havia imaginado. Estava para perder tudo, o de mais sublime que a vida me dera.

E de joelhos eu te pedi, mãe das dores, salva meu filhinho! Chorei convulsivamente, e sentia o corpo tremer, diante da minha fraqueza. Quantos dias sem me alimentar direito, quantos dias encerrada num Hospital, quantos dias a ver o rostinho triste do meu filho.

E tu me envolvestes com o teu manto sagrado. O medo e o desespero deram lugar a uma coragem desconhecida, e a uma certeza de que terminava ali o meu sofrimento. E assim foi.

Mãe das dores, penso que tu mesma me levantastes, e me mostrastes, a cada novo instante, que a cura se realizara, e de fato se realizou, a partir da hora do meu clamor. Sou-lhe grata, Mãe, eternamente. A ti o consagrei, e até hoje tu o abençoas e proteges.

Esta foi a minha maior experiência de fé. Nossa Senhora me ouviu e atendeu prontamente. Creio firmemente que ela cuidou de mim e do meu filho e continua cuidando.

Obrigada, Jesus, por nos ter dado sua Mãe para ser nossa mãe também.

Mãe das dores, rogai hoje por todas as mães aflitas e sofredoras, do mundo inteiro, que sentem seus corações transpassados pela espada da dor, ao verem os sofrimentos dos seus filhos.Rogai por elas e por todos nós!

Por Socorro Melo